Depois de S.A.R.A.H #1

Atualizado: Jun 30

Salve, salve, família Pahca Games! Como estão?


Estamos inaugurando uma nova série de postagens aqui no nosso blog e você está convidadíssimo para embarcar nessa viagem conosco. Sempre que a segunda vira terça, iremos postar uma história curta sobre o universo do Célula Selvagem! E sabe qual o mais legal? Você decide o que vai acontecer! Ao fim de cada capítulo iremos deixar algumas opções para o andamento da história. Para escolher o que acontecer, você deve comentar na postagem. Combinado? Contamos com você! Agora, sem mais delongas: segue a história.





Diana está no auge de seus 30 anos. Nasceu durante o ecoapocalipse num pequeno esconderijo de freiras. Uma das poucas crianças que foi ensinada a ler. Aprendeu também a costurar e cozinhar. Sua vida foi transformada na adolescência, quando os N0m4dz invadiram o esconderijo e fizeram um massacre. Diana ganhou uma cicatriz no seio direito como uma "marca para quando eu te reencontrar" de acordo com seu agressor. De lá pra cá, viveu um tempo sozinha e aprendeu a se esgueirar nas sombras. Roubava para sobreviver. Escutava informações e as vendia. Tempo depois foi parar no Abrigo da Esperança, o maior e mais seguro abrigo para humanos, fundado por Marcus Madureira, onde permaneceu até hoje. O que aconteceu no passado desta jovem rastreadora pouco importa agora. O que sabemos é que seu destino será alterado por completo de acordo com a decisão que ela vai tomar neste dia ensolarado.


- Minha filha sumiu! - o rosto de uma mulher estranha apareceu entre a porta.

- Estamos fechados! - Diana está sentada numa velha poltrona forrada com couro de cervo. No pequeno "escritório" havia ainda uma mesa de trabalho com uma máquina de escrever Nisa 77 cheia de remendos, um abajur improvisado com canos, uma cômoda com uma gandola velha, algumas latas de comida e um pequeno bar com garrafas semi-vazias de sabe-se lá o quê.

- Você não é uma rastreadora? - indaga a mulher, colocando-se para dentro da sala. Ela sente um leve espanto ao adentrar a densa atmosfera daquele lugar.

- Sim, mas estamos fechados - Diana se ajeita na cadeira retirando os pés da mesa. A mulher continua ali - você não vai desistir, não é?

- A minha filha sumiu! - repete a mulher, desta vez, chorando. Diana não sabe o que fazer, então se mantém imóvel até que a mulher pare de chorar.

- Escuta, nós não estamos funcionando no moment....

- Como assim nós? Eu só vejo você aqui! - Ela grita e logo percebe que exagerou. Suas emoções estão a flor da pele - Me desculpe, eu não queria ofender.

- Tá tudo bem. Eu trabalho com o Chico....

- Ah... Você é a assistente do detetive?

- Olha, assistente é uma palavra muito escrota! Mas digamos que sim, vai. Sou a assistente do detetive Chico Chave - Diana levanta-se e vai em direção a mulher oferecendo uma cadeira - Senta aí e me conta sobre sua filha.

- Onde está o detetive Chave? - pergunta a mulher enquanto se senta.

- Saiu em uma missão há alguns dias. Ainda não voltou - Diana olha para o rádio em cima da mesa, preocupada.

- Ele está bem?

- Como eu vou saber?! Calma, desculpa! É que o dia não está fácil hoje. E ainda com todo esse calor! - Diana senta na poltrona de Chico Chave e pega seu bloco de notas, que fora uma antiga caderneta de recibos de banco - me fale da sua filha.

- Bom... ela desapareceu esta tarde. É uma garota de 16 anos. Tivemos uma briga - a mulher parece muito arrependida pelo seu jeito de falar choroso. Diana segue fazendo pequenas anotações como "garota", "16 anos", "mãe histérica".

- Qual foi o motivo da discussão?

- Ela estava interessada em um dos batedores do Abrigo.... - Diana olha para a mulher que parece ficar desconfortável com o assunto.

- Que tipo de interesse? Amizade? Namoro?

- Interesse romântico! Mas eu disse que ela era jovem! Eu disse! - enquanto fala, a mulher parece se lembrar da briga. Ela começa a chorar ainda mais. Diana segue anotando.

- Tente se acalmar. Como é a sua filha?

- Mais ou menos da minha altura. Jovem. Olhos castanhos, pele negra como a minha - respondeu depois de se recompor.

- Onde e quando foi vista pela última vez?

- Hoje de manhã, perto da horta comunitária. Ela estava servindo lá com a Sra. Mateo. Eu juro que não queria ter brigado com ela...

- Fique tranquila. Talvez ela ainda apareça. Você mora no setor A, certo? - antes que a mulher pudesse mostrar surpresa pela fala de Diana, ela se antecipa - no casaco, tem o broche do setor A.

- Isso mesmo! Você é muito observadora. Você vai me ajudar a procurar minha filha? O nome dela é Nina.

- Vou ver o que posso fazer. A demanda aqui está muito grande - mente Diana, acompanhando a mulher até a porta - Se eu vir alguma coisa, te aviso!

A porta se fecha a mulher não consegue nem se despedir. Diana suspira e caminha até o velho bar. Apanha uma garrafa de Geodésica e serve num copo de whisky empoeirado. Seu corpo está tenso. Ela está começando a ficar preocupada com Chico Chave, que não dá notícias há 3 dias. Normalmente, ele envia relatórios pelo rádio. "que merda aconteceu, Chave?" pensa. Enquanto bebe seu drink, caminha pelo escritório. Aproxima-se da velha vitrola analógica e gira a manivela enquanto Fur Elise ressoa no ambiente. "essa garota está brava com a mãe por não deixá-la namorar. Em breve vai aparecer... Ou... talvez seja do tipo rebelde e tenha fugido. Ela disse que o rapaz era um batedor... Droga... Se essa garota sair do abrigo, pode acabar fazendo merda! Mas e o Detetive Chave....? Aquele desgraçado não manda notícias e o filho da mãe não me deixou saber qual era o caso que estava investigando.... Que merda de situação".


Diana repousa o copo na cômoda e deixa que a música pare. Vai até a poltrona e apanha o rádio, que permanece em absoluto silêncio. É possível ver em seu rosto toda a tensão se construindo.


A) "Devo me distrair um pouco. Ajudar essa mãe a encontrar sua filha pode ser uma maneira de me manter ocupada até Chico Chave voltar"


B) "Essa garota vai aparecer mais cedo ou mais tarde. Eu preciso mesmo é ir atrás do Detetive Chave!"


(Comente abaixo uma das opções e acompanhe o resultado na próxima semana).

96 visualizações4 comentários